Petit-Goâve, Haiti: leitura do 3.º fim de semana rara!
É cada vez mais evidente que, em Petit-Goâve, o espaço midiático é absorvido pela rivalidade entre Ratyèfè, triplo campeão, e lambi gran lambi dlo, um antigo campeão. O fim de semana passado foi, mais uma vez, a prova irrefutável da tensão midiática em torno dessas duas bandas rivais. Com ares de carnaval, o fã-clube do primeiro vestia camisa branca, saia curta amarelo-alaranjada, gravata malva e bota preta. O outro vestia chapéu tradicional, camisa amarela, calça vermelha e tênis vermelho ou amarelo. Esse casamento de cores ao gosto do carnaval é a expressão da diversidade cultural, como dizia La Fontaine na sua obra Contes et nouvelles: "a diversidade é a minha divisa." Essa fórmula adapta-se bem ao rara. Se é verdade que em Léogane esse casamento de cores existia há muito tempo, não é menos verdade que foi o caso em Petit-Goâve, pois foi preciso esperar o retorno com força de Ratyèfè em 2018 para ver os fã-clubes do rara vestirem-se de maneira diferente a cada novo fim de semana.
No sábado passado, mais de um esperava um novo face a face entre Lambi gran dlo e Ratyèfè, porque aquele levantava âncora em direção à 2.ª planície e este, em direção ao centro da cidade. Menos do que em qualquer outra circunstância, esse duelo no topo era uma evidência. Se, para alguns comentários, foi a ocasião favorável para Lambi tomar a sua revanche sobre o rival em relação ao fim de semana anterior, porque tinha feito o perfil embora tivesse a vantagem, pois estava dois contra um (Lambi, chenn tamarin vs Ratyèfè). Essa enorme vantagem não jogou a favor deles, porque as horas já decorridas jogavam contra eles: a prova é que tinham ido dormir, enquanto Ratyèfè continuava a tocar durante pelo menos mais 30 minutos.
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De maneira espantosa, mas não surpreendente, durante o encontro tão esperado por menos de um, no Acul, não longe da igreja Saint Jean-Baptiste, lambi tinha decidido não tocar mais. Contudo, segundo os usos e os trajes do rara, quando duas bandas se encontram face a face, aquela que para de tocar primeiro dá sinal de fraqueza e de rendição. Por conseguinte, a outra, que está à frente, por decoro e por bons costumes, não tem outra escolha senão fazer o mesmo. Segue-se que, pela enésima vez, a formação de grande potência (lambi grand dlo) não pôde tomar a sua revanche sobre o rival. Muitos jornalistas culturais que estavam presentes para assistir a esse acontecimento não ficaram calados para dar a sua impressão sobre a prestação monstruosa de Ratyèfè. É o caso de Brignol, um comentário cultural que se perguntava se Ratyèfè tinha o diabo no corpo, a tal ponto que os mais incrédulos se encontravam no seu sentimento de alegria. No domingo à noite, esse monstro da animação marcou de novo os espíritos na arte do seu saber-fazer. É o que explica a quase unanimidade do círculo de jornalistas culturais de Petit-Goâve em conceder o primeiro lugar a essa banda, pela sua performance e pela sua disciplina musical.
Assim, para este fim de semana, segundo o círculo de jornalistas culturais de Petit-Goâve e com a aprovação de muitos outros comentários culturais, temos a seguinte classificação:
1.º Ratyèfè
2.º Grap Kenèp
3.º Orgueil de la jeunesse
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November 10, 2025 - 07:30:27 AMI saw one of these in Moldova and I bought one.
November 01, 2026 - 10:14:00 AMheard about this on original pilipino music radio, decided to give it a try.
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